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Por que alguns anti-histamínicos dão sono e outros não?

Essa é uma dúvida muito comum tanto entre pacientes quanto entre profissionais de saúde: por que alguns antialérgicos causam sonolência e outros praticamente não dão sono?

A resposta envolve química, farmacocinética, penetração no sistema nervoso central e até transportadores de membrana.

O que faz um anti-histamínico causar sono?

Os anti-histamínicos atuam bloqueando os receptores H1 da histamina, que estão envolvidos em sintomas como:

O problema é que esses receptores também existem no sistema nervoso central, onde participam do estado de vigília e alerta.

1) Lipossolubilidade e estrutura molecular

Anti-histamínicos de 1ª geração, como:

têm maior facilidade de atravessar a barreira hematoencefálica, por isso costumam causar mais sono.

Já os de 2ª geração, como:

foram desenvolvidos para ter menor penetração no sistema nervoso central.

2) Ocupação dos receptores H1 no cérebro

Quanto maior a ocupação dos receptores H1 centrais, maior tende a ser a sedação clínica.

Exemplo prático:

3) O papel da glicoproteína-P (P-gp)

A glicoproteína-P funciona como uma “bomba de efluxo” na barreira hematoencefálica. Ela ajuda a expulsar certas moléculas do sistema nervoso central.

Exemplos clássicos:

Então 2ª geração nunca dá sono?

Não necessariamente. Embora sejam muito menos sedativos, ainda pode haver sonolência dependendo da dose, sensibilidade individual, interações e características genéticas do paciente.

Resumo prático

Tendem a sedar mais:

Tendem a sedar menos: